Socialismo Revolucionário
11.1.09
ESFORÇO
Os trabalhadores da limpeza urbana do municipio de lisboa fizeram no ultimo mes do ano quatro dias de greve que lhe vao custar alguns euros no final do mes. Mas conseguiram que o presidente deste municipio o SR. Antonio Costa reanalisasse o estudo para a privatizaçao da baixa chiado e Santa Maria dos olivais. Penso Camaradas que esta jornada de luta que estes trabalhadores levaram a cabo nos deve fazer pensar que vale a pena lutar, e tambem servir de exemplo para os outros sindicatos deste pais de como organizar a luta e levala a cabo com exito. Não podemos cair em erros muito recentes do nosso sindicalismo em que ja quase não temos direitos e cada vez mais deveres. Penso que isto tem que vir para a nossa memoria pelo menos em respeito por Abril, que todo o que conquistamos em abril e este SR. nos esta a tirar.
Vale sempre a pena lutar.
20.11.08
Os ricos que paguem a crise
por José David Gregório, SR-CIT
Nas recentes semanas testemunhámos uma sequência de eventos que mostram mais uma vez o carácter capitalista do governo do partido dito “socialista”. A “determinação” e o “não conformismo” de José Sócrates e da sua equipa, foi feita em cacos pelas sucessivas medidas para salvar os banqueiros e o grande capital da crise capitalista que se iniciou nos Estado Unidos mas que se espalhou por todo o mundo, como fogo nas matas ressequidas. Em meados de Outubro, o grupo parlamentar do PS aprovou garantias bancárias no valor de 20 mil milhões ( cerca de 10% do PIB) de euros para tentar estancar a crise financeira.
Depois de vários altos funcionários bancários e economistas capitalistas terem alertado para o alto nível de endividamento da banca portuguesa, o governo quis dar a impressão de estar tudo a correr bem, que a nossa economia e a nossa banca não tinham problemas e iria passar a presente crime relativamente bem. Mas a dura realidade, combinada pelo desejo do governo de representar os interesses do grande capital, levaram-nos rapidamente a usar o dinheiro dos contribuintes, - que em Portugal são fundamentalmente as famílias trabalhadoras, dado o enorme nível de fuga ao fisco da generalidade das empresas, a que o governo chama de “engenharia fiscal quando se tratam de grandes grupos económicos - para garantir as maiores empresas e accionistas
Pouco depois, anunciaram um pacote de mais de 4 mil milhões de euros para emprestar aos bancos para operações de recapitalização, dado a crescente falta de liquidez do sistema financeiro português e internacional. Mais uma vez, o dinheiro que dizem que não existe para dar resposta a necessidades básicas e imediatas das famílias trabalhadoras - no campo da saúde, dos transportes públicos, na educação, em salários, pensões e subsídios sociais decentes -, aprece agora como uma torrente infinda para os ricos.
Isto é revoltante e mostra claramente que interesses de classe deste governo serve e irá pulverizar as ilusões ainda existentes em milhares de trabalhadores que votaram no P’S’ para acabar com o domínio da direita.
A “nacionalização do BNP”
Um “buraco” inicial de €700 milhões nas contas do BNP –e que cresce dia a dia - , e o facto do banco ter estado à beira de não poder repor os depósitos forçou o governo a “nacionalizar o BPN (Banco Português de Negócios).
Mas o decrete de nacionalização do BNP incluía uma proposta pela qual o governo poderia a poder nacionalizar sem deliberação do Parlamento. Isto visa, obviamente, dar a flexibilidade necessária ao governo para “safar” o grande capital dos prejuízos que ai vêm, não para efectivamente nacionalizar o sistema bancários e financeiro para o por ao serviço dos trabalhadores. A proposta passou com os votos contra de todos os partidos da oposição e a abstenção de Manuel Alegre.
O escândalo do BNP põe a claro a podridão do sistema capitalista, a corrupção e o concluiu entre o grande capital e os representantes dos partidos do sistema. No caso do BNP, são mutos e variados os quadros do BNP que estiveram no poder, no consulado de Cavaco Silva. Preso preventivamente por uma larga séria de acusações oficias de crimes económicas está José Oliveira e Costa, Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais dos governos cavaquistas. E pelo BNP, e a sua holding SLN – passaram ou estão outros grandes quadros políticos do PSD: Dias Loureiro (Min. da Administração Interna na altura do “buzinão” e actual Conselheiro do Estado nomeado pelo Cavaco), Cadilhe e Catorga (ex-Ministros das Finanças), Daniela Sanches (chefe do SIS e depois Ministro da Administração Interna de Santana), entre outros.
A ir até ao fim este processo – e essa deve ser uma reivindicação do movimento operário e sindical – não apenas ficará ainda mais claro a ligação umbilical entre o grande capital e os governos capitalistas como todo o edifício de respeitabilidade dos grandes empresários e gestores cairá como um castelo de cartas. É por isso que o PS não quer abrir a Caixa de Pandora e deixar que o Parlamento investigue como é possível um banco desde 2001 ter graves problemas mas nenhum regulador, nomeadamente o Banco de Portugal, nem o governo darem por nada.
É que no fundo, os administradores de ontem são os ministros de hoje e estes são os administradores de amanhã. Veja-se Jorge Coelho e a sua “transferência” para a Mota-Engil, ou Vitalino Canas a ser o “provedor das empresas de trabalho temporário” ou seja uma espécie de “provedor dos novos escravos do séc. XXI, os trabalhadores precários
Ao entrar num ano eleitoral, o governo do P’s’ mantêm-se firme na sua intenção de privatizações e de assegurar ao grande capital que tudo fará para aligeirar às grandes empresas e aos grandes accionistas os efeitos devastadoras da crise que se está a desenrolar.
Entretanto, o Correio da Manhã anuncia que, apesar da crise, os bancos continuam a lucrar 3,3 milhões de euros por dia. E, enquanto isso o governo continua a impor cortes nos salariais, pensões e reformas reais, aumenta taxas sociais e com a sua politica, de ataques sociais e laborais aumenta a miséria nas massas dos portugueses, que vêem o desemprego a crescer, o desaparecimento de recursos e o aumento do fardo das dividas de créditos, na maior parte para a habitação.
Numa manobra cínica, o governo convocou a Concertação Social para anunciar o aumento do Salário Mínimo Nacional para 450€. Contudo, este compromisso tinha sido estabelecido com os sindicatos há anos. O patronato, contudo, aproveitou para chantagear com despedimentos, exigindo mais subsídios estatais e cortes de impostos para as empresas, isto é, mais dinheiro dos impostos de quem trabalha para assegurar mais lucros.
Infelizmente, a CGTP continua a participar na farsa da Concertação Social (um processo de conciliação de classes). Parece ser difícil à Executiva da CGTP compreender que um Salário Mínimo Nacional de 450€ já não corresponde às necessidades dos trabalhadores? Para o Capital, há milhões, mas para os milhões de trabalhadores, tostões.
É tempo de dizer: Basta!
É urgente que o movimento dos trabalhadores e sindical exijam:
- Que os criminosos de colarinho branco, nos si temas bancários e financeiro, e noutros sectores, sejam levados a julgamento e efectivamente sentenciados.
- Não às indemnizações aos administradores e accionistas, com a excepção dos pequenos accionistas com necessidades comprovadas.
- As nacionalizações devem ser estendidas a todo o sector bancário e segurador e aos restantes sectores chave da economia, sob controlo e gestão dos trabalhadores, de forma a canalizar os fundos disponíveis para o financiamento da produção e os serviços que são socialmente necessários, como a saúde, a educação ou a segurança social:
- As empresas em risco de falência devem ser nacionalizadas e levadas a ao controlo e gestão dos seus trabalhadores.
- Proibição dos despedimentos; acção rápida e efectiva contra o patronato que promova despedimentos selvagens e falências fraudulentas.
- Fim aos “trabalho temporário” e incorporação dos trabalhadores nesse regime nas empresas que contratam os seus serviços
16.10.08
Os dias que aí vêm

Muitos blogistas, activistas e comentadores descrevem os acontecimentos que se estão a desenrolar e confessam uma certa incapacidade para perspectivar propostas reais que não seja, a prazo, voltarmos às condições que provocaram estas crises
Talvez seja necessário voltar aos baús dos antigos e voltar a compreender, analisando o concreto que se passa, que este governo, um governo mais à direita, um governo mais à esquerda, mais abaixo ou mais acima, com estas relações de produção, com este modelo económico é, com todas as cambiantes possíveis, um governo que garante o sistema de exploração e dai que é ele que é necessário mudar mas apenas e só se for para mudar o sistema económico.
A apropriação colectiva dos meios de produção, o planeamento económico com vista às necessidades das pessoas e não à produção do lucro só pode ser feito por um governo que assegure, com a autoridade democrática de representar a maioria social do pais, -e do mundo - que esse planeamento, a execução e gestão do plano e das forças produtivas e o controlo de todos estes processos sejam assegurados por corpos de representantes dos trabalhadores e dos consumidores.
Isto é, perspectivar o fim da propriedade privada com base na exploração do homem pelo homem.
Que Soluções Tem a Burguesia?
Conscientes do perigo que o seu sistema capitalista corre, por todo o mundo as diferentes facções dos capitalistas unem-se para debelar a custa à custa dos trabalhadores. Dai as acções bipartidárias em plena campanha eleitoral norte-americana, com Bush, Mcaen e Obama de mão dadas para resolver o problem. Atamacaram uma solução, mas a coisa já é grande demais para eles. As manobras de Sarkovy, Gordow, Merkell e Berlusconni vão na mesma linha.
Por cá as conversas acerca de um Governo do Bloco Central passam pelas redacções dos média, nas crónicas do analistas capitalistas e nos quartéis generais dos partidos em causa. A classe dominante quer um Governo "Forte"de "Lei&Ordem" para impor aos trabalhadores a factura da crise.
Os sectores democráticos da burguesia, sensíveis ao mal social que por ai vem, pensam fazer voltar a roda da história para trás e impor medidas de estado social como forma de atenuar o fardo sobre os explorados e excluídos.
Para isso necessita de uma certa esquerda disponível a amansar a revolta que cresce, que acalme os ânimos e leve a vaselina em doses certas para os trabalhadores aguentarem o remédio.
As Esquerdas Parlamentares
A nova esquerda parlamentar, mesmo com alguns acessos de febre radicalizante, no essencial querem ser "modernos", "porpositivos" encontrar"novas soluções" e desejosos estão eles que a tal visão humanista, popular, republicana, quiçá socialista, dê um paso para eles desatarem a correr para arrebanhar postos e convencer os seus descrentes.
A velha esquerda parlamentar também, face aos acontecimentos e à sua compreensão da gravidade deles, foi recuperar a "unidade de todos os portugueses honrados" para combater e derrotar o governo e a politica de direita. Para já, no nosso entender, é positivo a reintrodução na agenda politica da questão da pertença da propriedade, exigindo a nacionalização estatal nomeadamente dos sectores s económicos estratégicos.
Por um perspectiva independente de classe
Falta a nossa ver, aquilo que difere das nacionalizações que os governos capitalistas estão a ser forçados a fazer e as nacionalizações que um partido de classe, que representa os interesses dos trabalhadores.
Enquanto para aos capitalistas é uma socialização dos seus prejuízos, para que possam retomar os chorudos lucros mais tarde nas privatizações; para os trabalhadores as nacionalizações só têm sentido se foram para efectivamente mudar a vida e a sociedade, usar os recursos de uma forma planificada para dar resposta às necessidades das populações, usar os activos dos bancos não para jogar no casino especulativo, mas para investir nas infra-estruturas, na produção de bens, no sistema educativo, no Serviço Nacional de Saúde, etc.
Ora por ser exactamente este o tipo de programa necessário, que certamente a massa dos trabalhadores compreenderão, que exige que o modelo político mude e constitua corpos eleitos democráticos e democraticamente controlados pelos eleitores que planeiem, giram e controlem a economia.
Apresentar desde já ideias que posam agora ser implementadas mas que as pessoas entendam que só quando a coisa for totalmente diferente é que o sonho colectivo, que entretanto esta a reerguer-se, pode efectivamente ser possível.
Uma coisa é absolutamente certa, os operários, os trabalhadores necessitam de uma representação política, independente, que represente os seus interesses e perspective uma sociedade genuinamente socialista, a Democracia Socialista.
Os eventos, dramáticos, que se estão a desenrolar, irão por à prova as direcções do BE e do PC. Se conseguirem resistir e fazer avançar os trabalhadores, é excelente. Se falharem, necessariamente novos dirigentes terão de surgir com um novo programa, e métodos de luta.
Um Debate necessário
O Socialismo Revolucionário convida fraternalmente todos os leitores a deixar s seus comentários e sugestões, Putos artigos sobre o tema da Crise Capitalista Global podem ser lidos no Alternativa Socialista
1.10.08
Xenofobia e Racismo Não! Trabalho e Educação!

O Socialismo Revolucionário, o Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal apoia esta Jornada de Acção.
Numa altura de crescente crise capitalista global, com duros e profundos efeitos por todo o Mundo, a União Europeia procura reforçar o conceito de Europa Fortaleza, desta feita através do Pacto Sarkozy.
O objectivo dos capitalistas é manter um exército de migrantes sobre-explorados e, consoante o desenvolvimento da crise capitalista e das suas previsíveis hecatombes económicas e sociais, usar a xenofobia e mesmo o racismo aberto para dividir os explorados entre nacionais e estrangeiros e assim desviar as atenções da sua única responsabilidade da crise em que vivemos.
Proximamente, o conluio entre os governos capitalistas de França, Itália e Alemanha será estendido a toda a União Europeia, no que já é conhecido como Pacto da Vergonha
Este pacto visa o tratamento securítário da e criminalização da imigração, a militarização e intervenção nos países da África do Norte por parte dos Estados europeus e a perseguição dos 8 milhões de indocumentados existentes na Europa.
O governo e a classe dominante portugueses estão de alma e coração nesta machadada dos direitos humanos mais básico. Sob pretexto do combate à criminalidade o estado, através das suas forças repressivas, cerca bairros pobres, intimida imigrantes e permanece no espaço público como se Portugal estivesse em guerra civil.
O governo e a classe dominante joga a cartada xenófoba, - como já o demonstra abertamente Paulo Portas e o PP, ou ainda o PNR e os "cabeças-rapadas" nazis - para ter como reserva "bodes expiatórios" da crise que o capitalismo global está a criar.
É por isso que isto não é só um problema dos imigrantes, documentados ou não, mas também de todo e qualquer trabalhador, todo e qualquer jovem .
O Socialismo Revolucionário, o Comité por uma Internacional dos Trabalhadores em Portugal, apela aos trabalhadores e as suas organizações de classe, nomeadamente os Sindicatos e Comissões de Trabalhadores, os jovens e suas organizações para que façam sua a bandeira da defesa da liberdade, e saiam à rua, nesta Jornada de Acção e noutras iniciativas contra a xenofobia e o racismo, pela regularização dos indocumentados e contra o pacto Sarkozy/Berllusconi/Merlke que visa reforçar a Europa Fortaleza
É urgente lutar por:
Fim à caça ao imigrante e à intimidação das minorias étnicas!
Portugueses, Imigrantes: A mesma luta!
Racismo Não! Trabalho, Educação, Habitação!
O Socialismo Revolucionário relembra a actualidade de um lema do movimento mundial dos trabalhadores que a vida está a provar ser cada vez mais verdadeira:
"Trabalhadores de todos os Países, Uni-vos!"
30.9.08
Amanhã, Todos no Dia Nacional de Luta
O Socialismo Revolucionário, SR apela a todos os leitores, aos trabalhadores e jovens que integrem o Dia Nacional de Luta promovido pela CGTP.Saúde, também, na oportunidade, o aniversário da CGTP, marco importante do movimento sindical de c
lasse me Portugal.No momento em que os horizontes se manifestam tão tenebrosos para as famílias trabalhadores, é imperioso que os trabalhadores se manifestem, saiam à rua, procurem formas de resistir e de reforçar as suas organizações para passarem à ofensiva.
Apoiando sem qualquer dúvida esta acção da CGTP, o SR não pode deixar de notar que falta um programa de mobilização e unificação das lutas. Como já o expressamos, a Com.Exec. da CGTP perdeu uma oportunidade de ter lançado um programa claro de mobilização, na sequência da Manifestação de 5 de Julho, que galvanizasse as centenas de milhares de trabalhadores presentes, os delegados sindicais e os dirigentes.
Ao optar for regionalizar as acções subsequentes, ao não promover a unificação de lutas a nível local, sectorial e regional, ao permitir que as lutas se travem sem a manifestação massiva de solidariedade das diversas estruturas sindicais e com o apelo sindical directo às comunidades onde essas lutas se travam, a Com. Exec. da CGTP não deu, como lhe competia, um sinal forte de mobilização e combatividade necessário para se poder construir, num trabalho a médio prazo, paciente mas combativo, a resposta que todos os trabalhadores e sindicalistas conscientes sabem que é necessário dar: uma Greve Geral que force a classe dominante a considerar com respeito os trabalhadores e as suas organizações de classe.
Para além da luta contra as alterações à legislação laboral, é urgente que o movimento sindical incorpore a luta contra a carestia e o cerceamento às liverdades individuais e sindicais.
Algumas Propostas
Aumento do Salário Mínimo Nacional - O acordo em concertação social que aponta para o SMN de 500€ em 2011 está ultrapassado pelos acontecimentos. Hoje cada, um maior número de famílias vêm-se a empobrecer, mercês de salários de miséria. A proposta da CGTP de um SMN de 600€ em 2013 é adeuada. Mas a necessidade imperiosa do cambate à mi´seria das massas implica que, com um profundo trabalho de mobilização e desmitificação das patranas dos capitalistas e seus especialistas se exiga um SMN de 500€, já!
Congelamento do preços de primeira necessidade - os aumentos dos probutos alimentares e outrso bens de primeira necessidade correspondem-me, em muitos casos , à ganância espculativa do grande capital.
Outras medidas urgentes, que os Sindicatos devem tomar como sua é a baixa de taxa de juros do crédito à habitação e intervenção estatal nos casos onde, por quebra de salário real ou despedimento, as famílias trabalhadores já não possam pegar as hipotecas bancárias. Os sindicatos, em colaboração com ortras organizações sociais, devem organizar a resistência aos despejos de famílas afectadas pelo desemprego ou pela perca do poder de compra. A Habitação é um direito e não uma obscena funte de lucro para os especuladores bacáriso e fianceiros.
Estas medidas são esboços que estamos certos que muitos trabalhadores e membros dos sindicatos poderão enriquecer e lançar uma Campanha Publica.

A classe dominante e o seu governo estão preparados para fazer os trabalhadores para, e muito caro, a crise provocada pela especulação financeira do grande capital.
Este governo, tão célere em dar subsídios a empresas fraudulentas, que depois do dinheiros nos seus cofres, encerram a actividade deixando cada vez mais trabalhadores no desemprego, tem de tomar medidas para defender as famílias trabalhadores e os sectores pobres.
Os Sindicatos e outras organizações de trabalhadores necessitam também, urgentemente, de denunciar o reforço do estado securitário, que cerca sistemática e provocatoriamente os bairros pobres do pais.
Os Sindicatos têm de assumir como sua bandeira, a exigência de igualdade de tratamento entre trabalhadores portugueses e imigrantes, a nível salarial, económico, cultural e político.
Isso evitará a criação de "bodes expiatórios" para a crise e a divisão da classe trabalhara que, como a história do movimento operário nos mostra, não tem fronteiras.
Sob pretexto do combate à criminalidade, o Governo coloca as força repressivas do estado na paisagem urbana, não para prevenir a criminalidade, mas para perseguir as minorias, para depois reprimir os trabalhadores e suas organizações quando sairmos às ruas em defesa da nossa dignidade, de salários decentes e de padrões de vida civilizados.
De onde vem a crise?
A raiz dos problemas que atravessamos não decorrem da "malvadez" ou "cretinice" ou "ganância" de um ou outro personagem. É fruto de um sistema injusto, que vive da exploração do homem pelo homem, para obter lucros para uma minoria cada vez mais pequena.
Esse sistema tem um nome, Capitalismo, e a sua alternativa também: Socialismo.
Ora nem o "socialismo patronal" de Sócrates, nem o "socialismo real" vivido entre meados dos anso 1920 até 1989 na antiga União Soviética e, na Europa de Leste e noutros lugares, são, nem aproximadamente o Socialismo.
Alternativa Socialista
O Socialismo é a planificação económica democrática da sociedade, com controlo e gestão dos produtores e consumidores. Essa é uma alternativa que o nosso dia a dia se encarregará de mostra não só necessária como inevitável se não queremos o regresso ao barbarismo.
Todos ao Dia Nacional de Luta!
Os Ricos Que Paguem a Crise!
Socialismo Sempre, PS nunca mais!

18.9.08
Fórum Social Europeu em luta contra o Capitalismo e o Racismo
Está decorrer em Malmo, na Suécia, o Fórum Social Europeu.
Numa altura que a Europa e o Mundo mergulha numa crise sem precedentes provocada pela ganância e loucura do sistema capitalista, é sintomático que a esquerda parlamentar e institucional portuguesa pouco ou nada refira sobre este evento
A ideia enraizada na "cultura polítca" doméstica que temos apenas de nos preocupar coma "nossa casa" esconde e condicona a compreensão dos trabalhadores e jovens que resistem e almejam por uma sociedade diferente de uma verdade básica, que o movimento operário e revolucionário tem vindo, desde sempre, a verificar: a luta contra o capitalismo ou é internacional ou não é.
Contudo, a crise capitalista global irá tornar isso cada vez mais claro e novos sectores de trabalhadores e jovens redescobrirão a necessidade da articulação internacional dos trabalhadores para combater com eficácia o capitalismo.
Os nossos camaradas do Partido da Justiça Socialista estão a particpar activamente no Fórum.
No Blog Alternativa Socialista foi publicado um texto desses nossos camaradas.
17.6.08
" Tratado de Lisboa" dos patrões derrotado pelos trabalhadores irlandeses
A tentativa das classes dominantes europeias e dos seus governos de contrabandear a famigerada Constituição Europeia através do Tratado de Lisboa falhou.
Tal como a Constituição foi derrotada pelo voto "Não" dos trabalhadores franceses e holandeses, a artimanha encontrada por Durão, Sócrates & Companhia , em Lisboa falhou com o voto "Não" dos trabalhadores e jovens irlandeses.
Cinquenta e três por centro dos votantes rejeitaram um tratado que forçava às privatizações e ao rebaixamento dos direitos dos trabalhadores por toda a Europa. Os trabalhadores e jovens irlandeses expressaram aquilo que à esmagadora maioria dos trabalhadores e jovens da União Europeia foi negado: o direito a pronunciar-se sobre o seu futuro.
O Tratado de Lisboa representava uma peça da ofensiva global do Capital e dos seus governos e a sua derrota é, efectivamente, uma vitória dos trabalhadores não só na Irlanda mas de toda a Europa.
Com a esmagadora maioria dos partidos políticos do sistema, das organizações patronais, dos dirigentes de topo dos sindicatos, das igrejas, a comunicação social e todas as outras instituições significativas a fazerem campanha pelo “SIM”, com políticos e grandes grupos de comunicação social e empresariais europeus a pressionar para a aprovação do Tratado, os trabalhadores e jovens irlandeses ainda assim, deram um claro “Não” à imposição de um Tratado que significa mais privatizações e ataques aos trabalhadores.
O Comité por uma Internacional dos Trabalhadores na Irlanda, o Socialist Party, SP, participou activamente na campanha do “Não” e viu um dos seus dirigentes amplamente conhecido pelos trabalhadores irlandeses, o ex-deputado Joe Higgins, a ser o mais veemente, ouvido e respeitado propagandista do “Não”.
O SP integrou a Campanha contra a Constituição Europeia (Campaign Against the EU Constitution - CAEUC), uma coligação de partidos e activistas progressistas e de esquerda. Para além da campanha unitária desenvolveu um trabalho independente centrado na denuncia do perigo que o Tratado teria de impor mais privatizações, retirar direitos aos trabalhadores e aumentar a despesa militar para fortalecer o braço armado do Capitalismo que é a NATO.
O SR saúda os camaradas do SP e os trabalhadores e jovens irlandeses pela derrota que infligiram aos planos do grande capital e dos seus governos.
Esta também é uma derrota dos governos europeus, incluindo do PS e de Sócrates, visto que negaram anti-democraticamente que este Tratado fosse referendado, rasgando mesmo, e mais uma vez, promessas eleitorais das ultimas eleições.
Contrariamente ao que alguns na esquerda portuguesa, como o PCP, dizem, não é por uma questão de soberania que estamos contra o Tratado de Lisboa; no Capitalismo a soberania nacional é cada vez mais uma ferramenta de alienação visto que o Capital, como dizia Marx, não tem fronteiras. É, sim, uma questão de defesa colectiva dos interesses dos trabalhadores que cada vez mais terá de ser perspectivada numa óptica internacional.
Outros, como o eurodeputado bloquista
O SR chama a atenção que, no quadro do capitalismo, tal tipo de Constituição apenas poderá servir de alavanca para o fortalecimento das classes dominantes a não ser que os trabalhadores e as suas organizações representativas, apresentem um programa próprio, independente e autónomo, anti-capitalista e genuinamente Socialista.
As tentativas de reformar o sistema acabam por dar ao Capitalismo uma versão suave para manter o essencial em acção: uma sociedade onde os meios de produção estão nas mãos de um punhado, onde a produção é orientada para o lucro privado, e que só pode ser assegurada se o Trabalho for explorado e oprimido.
O caminho “soberanista” do PC é estreito e desarma os trabalhadores na tomada de consciência da real natureza dos estados nações em que vivemos, não projectando como alvo credível a Democracia Socialista, algo que possa remobilizar não apenas para a luta defensiva que penosamente travamos, mas para uma recomposição ofensiva dos trabalhadores por uma sociedade mais justa. Quando se empenha, pela voz da eurodeputada Ilda Figueiredo “na luta por uma outra Europa empenhada na solidariedade, na justiça social, na cooperação entre os povos e países, no respeito pelo princípio de Estados soberanos e iguais em direitos, no desenvolvimento e progresso social, na paz.”, o PCP foge a uma caracterização da natureza de classe da União Europeia e, pese embora se afirme “comunista” descarta o Socialismo como real alternativa ao sistema que nos domina.
A supostamente visão “moderna” do Bloco de “refundar” (leia-se reformar) a União Europeia é o espelho das suas propostas mais “arrojadas” no nosso país: palavras radicais, propostas “engraçadas”, mas que não fazem verdadeira mossa ao sistema e deixam intocável a credibilidade politica dos dirigentes do BE para “novas responsabilidades”, não tanto perante os trabalhadores e jovens mas mais, e muito mais importante, das elites politicas e económicas do país.
O SR, considera que a melhor resposta a seguir a esta vitória do “Não ao Tratado de Lisboa” e que nos locais de trabalho, nas localidades, nas escolas e universidades se comece a desenhar uma resposta combativa que construa uma oposição às politicas neoliberais e capitalistas. O voto do “Não” na Irlanda expôs o enorme fosso que existe entre as elites politicas e económicas que nos governam e os milhões que lutam por uma vida decente e digna.Os militantes do SR participam activamente nas lutas que se estão a travar contra os aumentos de combustíveis e do custo de vida, por salários decentes e contra a destruição dos serviços públicos. Necessitamos de um programa claro, de uma acção combativa que fortaleça a confiança dos trabalhadores na possibilidade de construirmos colectivamente uma sociedade genuinamente democrática, virada para as necessidades da maioria e não para os lucros de alguns, numa palavra um sociedade genuinamente Socialista.
Saudamos pois, a vitória do "Não", contra a União Europeia dos Patrões, por uma União Europeia Socialista dos Trabalhadores. Saudamos igualmente a resistência ao Capital que os trabalhadores e jovens estão a construir em Portugal e por toda a Europa.
Para nós, uma outra União Europeia é necessária, uma União Europeia Democrática e Socialista
6.6.08
Novamente 200.000, novamente falta de direcção
Uma vez mais duzentos mil sairam à rua a rejeitar a revisão das leis laborais que coloca os direitos, a dignidade e a vida dos trablahdores e das suas famílias nãos mãos do patronato.
Uma vez mais dezenas de milhares de activsitas sindciais prepararam minuciosamente a acção, discutiram, realizaram plenários, distribuiram informação. Quatorcentaos autocarros vindos de todo o país, um mar de revolta desceu a Av da Liberdade em Lisboa.
Uma vez mais a direcção central da CGTP não se ateveu a apresentar um Plano de agitação e organização de uma verdadeira Greve Geral que faça o Governo e o patronato recuar.
Uma vez mais prova que não está à altura das necessidades com que se defrontam os trabalhadores e suas familçias em Portugal.
Uma vez mais sente-se a urgências de um sindicalismo de classe, democrático de base, comabtivo e determinado.
Uma vez mais sente-se a falta de um novo partido dos trabalhadores,
1.5.08
Uma alternativa Socialista à crise Capitalista
O Comité por uma Internacional dos Trabalhadores (CIT) envia calorosas saudações socialistas aos trabalhadores e jovens de todo o mundo, por ocasião do 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores.
socialistworld.net
Depois do colapso do estalinismo, os defensores do sistema do patrões clamavam acerca do “triunfo” do capitalismo. Agora é claro para toda a gente que o capitalismo é um sistema irracional, caótico e que gera um enorme desperdício de recursos. Milhões de trabalhadores irão enfrentar cortes salariais e desemprego, ao mesmo tempo que os patrões irão cortar para tentar manter os seus enormes lucros ou simplesmente para tentar que as suas empresas se safem da recessão. Os trabalhadores e os jovens são as vítimas das crises e recessões capitalistas.
O sistema orientado para o lucro significa pobreza endémica, desemprego, destruição ambiental, guerras e a disseminação de doenças evitáveis. As guerras e ocupações imperialistas levam as massas à miséria. Estima-se que a invasão e a ocupação do Iraque irão custar o inimaginável custo de 3 mil milhões de milhões (3 triliões) de dólares, bem como centenas de milhares de vidas.
Mesmo durante os recentes anos de crescimento económico global, 840 milhões de pessoas em todo o mundo sofriam de subnutrição crónica. Agora o crescimento da economia mundial está à beira de um abismo! Uma recessão económica ou mesmo um colapso económico irão destruir as vidas de milhões no ocidente e empurraram os países pobres para o abismo.
O ano de 2008 assinala importantes aniversários para o movimento dos trabalhadores, cada um deles servindo para ilustrar aspectos chave da luta de classes, particularmente 1968. O ponto alto de 1968 foi Maio - Junho em França, quando dez milhões de operários e demais trabalhadores ocupara as suas fábricas num mês de Revolução e desafiaram o sistema capitalista. Isto mostrou claramente o poder e o papel da classe operária, mas também a necessidade de um programa, estratégia e liderança claros para se derrubar o capitalismo. É vital para a Esquerda e os trabalhadores e jovens que aprendam as lições deste movimento revolucionário, para nos prepararmos paras as lutas futuras.
Hoje, a América Latina é a parte do mundo mais radicalizada. Uma série de dirigentes radicais populistas ou tendentes para a esquerda foram eleitos na América Latina, o último deles Fernando Lugo, no Paraguai. Muitos desses líderes têm falado do Socialismo, o mais recente deles, Morales na semana passada quando discursava às Nações Unidas
Nos últimos anos, novos partidos da Esquerda começaram a desenvolver-se no espaço deixado por muitos dos antigos partidos dos trabalhadores que se transformaram em partidos puramente capitalistas. Infelizmente muitos desses partidos foram incapazes de assumirem as lutas dos pobres e dos trabalhadores ou de apresentarem políticas claramente socialistas. Do que resultou que esses novos partidos não conseguiram crescer ou depois de terem obtido alguns ganhos eleitorais caíram a pique. O Refundazione Comunista de Itália é ultimo exemplo das consequências de dirigentes de tais partidos terem virado à direita e participarem em coligações governamentais com partidos capitalistas. E no entanto, isto acontece quando as ideias socialistas reais podem ganhar uma popularidade muito mais ampla do que poderiam ter desde há muitos anos!
Apesar do profundo desapontamento sentido por muitos trabalhadores e jovens com o comportamento dos antigos partidos e as derrotas de algumas das novas formações de esquerda, novos partidos amplos das classes trabalhadoras irão inevitavelmente erguer-se, numa dada altura, país após país, dada a crise capitalista e as luta de massas dos trabalhadores. Mas para terem sucesso, e não repetirem os mesmos erros do passado, esses novos partidos deverão adoptar politicas socialistas combativas e formarem-se de uma forma aberta e democrática.
Em alguns países, a crise, e erros passados do movimento dos trabalhadores, combinaram-se para criar situações difíceis para os Socialistas Revolucionários. Em países como o Sri Lanka o CIT luta quer nas questões imediatas quer para reconstruir o movimento socialista. Neste 1º de Maio o Partidos Socialista unificado, a secção do CIT no Sri Lanka, realizará um comício num quadro de belicismo e chauvinismo e ataques aos seus candidatos eleitorais, quando os principais partidos cancelaram os seus tradicionais eventos.
A presente crise capitalista significa que a ideia de uma economia planeficada, sob o controlo e gestão democráticos dos trabalhadores, irá encontar uma crescente adesão, à medida que os trabalhadores e jovens procurarem uma saída para essa crise e foram forçados a lutas titânicas. A única via para , de uma forma permanente, ultrapassar a presente e crescentemente aguda crise com que se defronta a humanidade é abolir o capitalismo e os grandes latifúndios . A tarefa da transformação socialista da sociedade é tornar pública a propriedade dos grandes monopólios, dos bancos e outras instituições financeiras, e desenvolver um plano democrático de produção e redistribuição da riqueza à escala nacional e internacional. Uma economia planificada, gerida e controlada democraticamente pelo povo trabalhador, tornará possível o desenvolvimento das forças produtivas em harmonia com o ambiente. Apenas uma organização socialista da produção e da distribuição poderá assegurar à Humanidade um padrão de vida decente e o fim de todos os tipos de opressão e violência.
Estas questões trarão activista de volta às ideias defendidas pelo grande revolucionário russo Leon Trotsky. Ele lutou contra o ascenso da ditadura estalinista e então, há 70 anos atrás, ajudou a estabelecer a 4ª Internacional porque as velhas Internacionais tinham-se tornado obstáculos para a luta pelo Socialismo. Trotsky descreveu esta sua luta , com a mais importante da sua vida – mesmo maior que o seu papel histórico na Revolução Russa de 1917 – porque estava a tentar passar as tradições do genuíno Marxismo e do Socialismo para as novas gerações, que por sua vez aboliriam o capitalismo Nos próximos anos, a consciência das massas será fortemente abalada devido à crise deste sistema e pela compreensão de milhões de trabalhadores e jovens que necessitam desesperadamente de sindicatos e partidos que representem efectivamente os seus interesses. Partindo desta necessidade, o Comité por uma Internacional dos Trabalhadores, uma organização socialista internacional com secções e militantes em cerca de 40 países de todos os continentes, leva a cabo, com orgulho, a luta para ajudar à criação de uma ponderosa Internacional dos Trabalhadores de massas, que possa liderar o caminho da luta para libertar a Humanidade do caos e das catástrofes do capitalismo.
1º de Maio de 2008
Secretariado Internacional do
Comité por uma Internacional dos Trabalhadores